Joelma Stella
Joelma Stella é doutoranda em Cultura e Sociedade pelo Pós - Cultura - UFBA, e atua em pesquisas nas áreas de identidade, memória, patrimônio, políticas culturais, audiovisual como tecnologia social, e direitos humanos e ambientais. Em 2023 defendeu a dissertação de mestrado intitulada "Meu avô imaginou uma festa: O surgimento de uma tradição e seus desdobramentos no tempo." O trabalho é um estudo cartográfico a partir de entrevistas, memórias e fotografias.
Trabalha como fotógrafa desde 2010, e publicou seu primeiro foto livro virtual “Duas Águas e o Tempo” em 2021. Desde 2019 atua como gestora e produtora cultural do Ponto de Cultura Casa Candeeiro do Oeste, sendo responsável pela escrita e captação de recursos de vários projetos realizados no espaço. Em 2020, graças ao seu trabalho realizado na Casa Candeeiro do Oeste, recebeu o Prêmio Delmiro Gouveia de Economia Criativa, concedido pela Fundação Joaquim Nabuco de Pernambuco.
Criou, produziu e é responsável pela direção de arte da série animada Queimadas, projeto realizado com o apoio financeiro do Edital de Audiovisual da SECULT/BA, categoria de desenvolvimento de Roteiro Audiovisual - FUNCEB-BA. É autora de vários projetos audiovisuais e de animação, e também de projetos nas áreas de patrimônio, memória e culturas populares.
É autora de artigos sobre cinema, cultura, educação, direitos humanos, patrimônio e meio ambiente. É ilustradora e escreve para diversos gêneros do audiovisual, fantasia, drama, aventura, suspense, com foco principal em narrativas de animação, voltadas para o público infantil e jovem adulto.

Principais projetos
Projetos desenvolvidos por Joelma

“As Aventuras Ecológicas de Nina” é uma série de animação
com sete episódios voltada para o público infantil. Cada
episódio apresenta um dos seis biomas brasileiros listados
sob ameaça segundo o site do Ministério do Meio
Ambiente: Amazônia, caatinga, cerrado, mata atlântica,
pampa e pantanal.
.jpg)
Eu que não sei nadar é um ensaio poético performático sobre a influência da água na construção da subjetividade da diretora Joelma Stella. No documentário ela observa a partir das suas memórias, a sua relação afetiva e familiar com o rio São Francisco e com o mar, enquanto reflete sobre a necessidade de repensarmos a maneira como nos relacionamos com o ambiente. O filme é resultado do trabalho de conclusão de curso da diretora na graduação em Produção em Comunicação e Cultura da Universidade Federal da Bahia.

MARINA é uma menina tímida e solitária que gosta de nadar e desenhar. ALICE também gosta de nadar, mas prefere construir barcos e viver aventuras com seu amigo MATEUS. Elas ainda não se conhecem, mas vão se tornar grandes amigas. As duas vivem em países diferentes, separados por uma baía. Na noite de ano novo começa uma guerra, e as meninas vêem suas vidas mudarem. Enquanto Marina tenta sobreviver à guerra com sua família, Alice vê o ódio contra os migrantes do país vizinho crescer. Com o aumento da violência, as meninas fogem da guerra pelo mar com suas famílias. Elas se conhecem depois que os barcos que estavam naufragam, e só elas sobrevivem. Alice pede a ajuda de Marina para construir uma jangada, mas logo se irrita com o silêncio e a falta de jeito da menina. Esse é o primeiro conflito que elas precisam superar, para sobreviver à maré e chegar em terra firme.

O dia se inicia ensolarado no Porto da Barra, enquanto alguns pássaros sobrevoam o farol e pessoas se movimentam pelo calçadão, CAETANO corre pela praia em direção ao mar,seguido por seu amigo SOCÓ, que sobrevoa o menino dando pequenas acrobacias no ar. As ondas quebram na areia e CAETANO entra na água, estirando os braços e as pernas o menino começa a boiar. Uma ESPUMA DO MAR brincalhona se aproxima dele circundando seus pés e fazendo cosquinha, o menino dá risada e olha para seu amigo socó. Enquanto lidam com os transtornos causados pelo lixo, CAETANO, Socó, tartaruga e a espuma do mar se esforçam para tentar limpar o fundo do mar. Mas o trabalho se mostra cansativo e frustrante. Estressada e irritada pelo esforço aparentemente insuficiente, a espuma do mar extravasa, criando uma enorme onda, que arrasta todo lixo do fundo do mar, levando ele para a praia.
Histórico profissional
2021
Digitalização do acervo fotográfico e documental da Casa Candeeiro do Oeste
Planejamento e elaboração do projeto para o edital Prêmio das Artes Jorge Portugal, na categoria artes visuais. Execução e prestação de contas junto ao programa Aldir Blanc Bahia. Desenvolvimento do site para hospedagem das imagens digitalizadas.
2023
-
Elaboração de projeto
-
Ilustração
2021
Revisitando Javé - exposição e documentário
Planejamento e elaboração do projeto para o Prêmio Na Palma da Mão, na categoriamemórias e tradições. Execução e prestação de contas junto ao programa Aldir Blanc Bahia. Coordenação de equipe audiovisual. Direção do documentário e curadoria das imagens para exposição.
2023
Exposição Translaerte Caixa Cultural
-
Coordenação de projeto
2019
Acúmulos foi um projeto realizado através do edital PIBIEXa 2019, da Universidade Federal da Bahia, e contemplou a realização de coleta de lixo em praias de Salvador e a produção de um documentário sobre o descarte inadequado de lixo nos oceanos, que foi apresentado no Congresso UFBA 70 anos. Além da produção audiovisual, o projeto também realizou ações de educomunicação no CMEI Tertuliano de Góes no Alto das Pombas em Salvador, com crianças de 04 e 05 anos. Através do diálogo com as crianças e com a escola, e utilizando elementos do audiovisual, a equipe buscou contribuir para a educação e consciência ambiental dos estudantes.
Artigos
O presente artigo busca analisar o impacto cultural e identitário do audiovisual em Gameleira, distrito da cidade de Sítio do Mato, Bahia. A análise dos dados obtidos a partir do trabalho de campo, e das entrevistas para o documentário Revisitando Javé. O filme foi realizado a partir do Prêmio na Palma da Mão da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, aprovado na categoria de memórias e tradições.
Este artigo procura analisar as razões que levaram celebridades, com grande alcance midiático, a se engajarem na campanha para que jovens brasileiros, entre 16 e 18 anos, tirassem o título de eleitor em 2022. A análise é feita a partir da repercussão de notícias em veículos de imprensa e de postagens em redes sociais.
Este é o relato da experiência de realização do projeto Acúmulos, realizado por estudantes da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a partir do edital do Programa Institucional de Bolsas de Experimentação Artística UFBA - Pibexa.
Gestão cultural e diversidade" e "Imagens reflexas sobre os Encontros de Saberes no ensino superior"
O presente artigo propõe uma reflexão acerca da necessidaderepensarmos políticas e gestões culturais, especialmente àquelas desenvolvidas na esfera pública,base no paradigma de decolonialidadepolítico-epistemológica, com recorte para o tema da capoeira. O objetivo do texto é apontar as contribuições teóricas do pensamento decolonial para a projeção de políticas para a diversidade cultural no Brasil.
Este artigo é um relato de experiência, e observa o diálogo entre agentes culturais e o Ministério da Cultura a partir do processo de cadastro do Ponto de Cultura Casa Candeeiro do Oeste no Programa Cultura Viva e de sua participação no edital Prêmio Sérgio Mamberti, premiação vinculada ao referido programa. Buscamos também observar a refundação do Ministério da Cultura, em 2023, e as ações de retomada direcionadas à política Cultura Viva.
Este artigo é um recorte da pesquisa realizada para trabalho de conclusão de curso em Produção em Comunicação e Cultura da Faculdade de Comunicação da UFBA. Nele analisamos o processo de construção do curta documental “Eu que Não sei Nadar”, que busca construir uma narrativa não linear através de lembranças narradas e imagens de arquivo da diretora. O trabalho audiovisual busca refletir sobre a relação entre humano e não humano, através do vínculo afetivo e pessoal da diretora com o rio São Francisco e com o mar. Ao longo do artigo buscamos observar brevemente os conceitos de memória, identidade e patrimônio ambiental, em diálogo com o subgênero documental escolhido como método de construção narrativa durante o processo de concepção do curta-metragem: o documentário performático.